Carnaval – O que você precisa saber antes de usar o banheiro químico

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Se você já preparou a sua fantasia e pretende se jogar nos blocos de Carnaval nos próximos dias, saiba que um item não pode faltar: o álcool em gel. Isso porque, segundo especialistas, ele pode ser um grande aliado para evitar contaminação quando a sua bexiga encher e a única opção for usar um banheiro químico.

Nesses locais não há um processo adequado de desinfecção, isto faz com que micro-organismos presentes, inclusive os causadores de doenças, possam contaminar instalações próximas, como espaços de acesso aos usuários. Um agravante é a inexistência de pias para higienização das mãos, o que pode desencadear transmissões de todo tipo de microrganismos”.

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4.fev.2018 – Foliões utilizam banheiro químico na Rua da Consolação, em São Paulo (SP)

Outro problema é que, em tempos de Carnaval, foliões alcoolizados usam esses sanitários com maior frequência e com menos cuidado.

Na realidade, esses banheiros só servem para que as pessoas não façam suas necessidades na rua. Não há assepsia e muitas pessoas alcoolizadas acabam sujando o banheiro, contaminando facilmente o ambiente em torno do vaso”, diz Carla Taddei, professora da USP (Universidade de São Paulo) e membro da diretoria da SBM (Sociedade Brasileira de Microbiologia).

Sem uma limpeza constante, os usuários têm mais chances de serem contaminados por bactérias, como a Escherichia coli (causadora de diarreia) e a Salmonella, mas também por vírus associados a infecções gastrointestinais, como o enterovírus e o norovírus.

Para evitar essa lista de doenças, a melhor saída é lavar bem as mãos – o que não costuma ser possível nos banheiros químicos, normalmente sem água e sabão. A única opção, então, é carregar um tubinho de álcool em gel. “Ele vai eliminar cerca de 80% da contaminação existente”, diz Figueiredo.

Para as mulheres, a ida ao banheiro costuma ser ainda mais complicada, já que a maioria evita encostar no vaso sanitário desconhecido. “O melhor mesmo é não sentar, porque assim você evita infecções sexualmente transmissíveis”, diz a professora da USP. Se você costuma tentar limpar o assento com papel higiênico antes de usá-lo, saiba que isso só ajuda a espalhar os microrganismos.

Para evitar contaminações, Taddei diz que vale a pena carregar um protetor de assento descartável. “Só assim você diminui o risco de contato entre o trato genital e o vaso”, diz.

Nesses ambientes, os riscos estão associados a doenças como gonorreia, sífilis e candidíase. Não é preciso ter uma relação sexual para se contaminar. Esses fungos e bactérias podem invadir a mucosa vaginal e causar uma doença. Você não sabe quem usou o banheiro antes e ela pode estar assintomática.

Para a professora, se existir outra opção, como sanitários de bares e restaurantes, é melhor fugir dos banheiros químicos. “É melhor, porque nesses lugares você tem minimamente um ambiente mais limpo, com uma torneira para lavar as mãos”, diz.

Atualmente, esses sanitários funcionam da seguinte forma: toda vez que alguém usa o banheiro, os dejetos caem e ficam em um tanque localizado abaixo da privada. Apesar dessa caixa ficar aberta (e você ter a desagradável visão do que outros foram fazer ali), o mau cheiro é neutralizado por conta de uma solução com água e um produto químico desodorante, que barra a produção de metano nos resíduos.

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O tanque possui, em média, mais de 200 litros de capacidade e os dejetos são encaminhados, depois da utilização no evento, para a rede esgoto pela empresa responsável.

Segundo a Associação Internacional de Saneamento Portátil (Portable Sanitation Association International, em inglês), em grandes eventos recomenda-se o uso de um banheiro químico para cada 200 pessoas durante 4 horas. Esse número, no entanto, deve aumentar em até 40% se há consumo de bebidas alcoólicas no local – caso dos blocos de Carnaval.

Em São Paulo, a prefeitura informa que serão disponibilizados 21 mil banheiros químicos por dia durante o feriado. E atenção, haverá multa de R$ 500 para quem urinar na rua.

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Graduando em Biomedicina, formado em jornalismo, web designer, empreendedor, autodidata, administrador página Portal Biomédico no Facebook e o blog Portal.

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